quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sendo...

Ser...

O que?

Assim?

Por quê?

Você acha?

Desculpe, mas eu não...

Tudo bem...

Já que as coisas são assim...

Serei...

Infelizmente... Serei.

JF

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Reflexão

Vejo e penso
Desejo...
Quero...
Mas não!
Não mais vejo!
Não mais quero!
Luto!
Sim e não, não e sim.
Por que não? Mas por que sim?
Não sei. Ou sei?
Distração...
Rotina...
Penso e vejo...
Sim, desejo...
Sim... Quero...
E paro. Tento refletir.
Melhor como está...
Ou não...

JF

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O que somos?

O que somos?
Pergunta difícil...
Somos nós mesmos, mas COMO somos nós mesmos?
Somos nossos pais, nossos avós, nossos irmãos, nossas irmãs.
Somos um pouquinho de cada pessoa que já passou por nossas vidas.
E isso forma o “nós mesmos”, citado anteriormente.
Muito bem, mas a pergunta não foi, ao todo, respondida.
O que faz você não gostar de cenouras e eu sim?
O que forma nossas preferências?
Uhm... Aí estão algumas perguntas difíceis...
Tão difíceis quanto saber o porquê de estilos de música serem tão irritantes pra você e, ao mesmo tempo, tão apreciados por outros.
É... Pode-se concluir que somos diferentes...
Mas já estou fugindo do assunto (boa saída, quando não se sabe a resposta para uma pergunta!).
Muitas ciências tentam explicar o que somos.
Mas não entram em um consenso...
Muitas religiões fazem o mesmo, e sabe qual é o desfecho?
Consenso nenhum também...
Acho que minha tentativa de explicar só ocasionará mais dúvidas a mim mesmo... E talvez a você também!
Prefiro acreditar que sou o que sou, que posso mudar de acordo com as pessoas ao meu redor e de acordo com as influências que chegam até mim.
Prefiro viver minhas escolhas, desfrutar a companhia de meus amigos, errar, acertar, fazer o que acho certo. Gostaria que todos fizessem o mesmo, mas como eu mesmo disse: somos diferentes. O meu certo pode ser o seu errado... E vive-versa.
Mas vamos parar de discutir que já está ficando tarde.
Se você ainda está lendo tudo isso, ou gostou muito da minha maneira de escrever, ou achou tudo isso tão absurdo que gostaria de ver onde iria acabar.
Ou ainda, compartilha de meu momento filosófico, percebendo que não é o único a pensar de tal forma!
Sim, muitas são as alternativas para ainda ler o que escrevo, mas não importa qual seja, espero que tenha apreciado este momento.
Até a próxima!


JF

sábado, 22 de novembro de 2008

Assim mesmo

Hoje estou feliz. Ontem estava triste. Amanhã, não sei como estarei. Mas amanhã não importa, assim como ontem e hoje, pois por mais que tentemos atribuir algum sentido ao agora, ou ao futuro, eles passarão e permanecerão no passado. E o que fazemos com o passado? O que fazemos com os únicos momentos certos (bons ou ruins) que aconteceram em nossas vidas? Esquecemos-nos dele. Deixamos-lo esquecidos sob os outros momentos que vêm sem parar como uma gigantesca e terrível onda que nos afoga o tempo todo. E assim vivemos, afogados em nosso mar de situações onde culpamos-nos, acusamos-nos, rimos, choramos e esquecemos o inevitável que está por vir em algum momento de nossas vidas... O inevitável acontecimento que interromperá a vida de todo o ser vivo existente: a morte.

E como lidar com isso?

Mais uma vez, a resposta é esquecer. A vida é esquecimento. Nossas ações estão destinadas ao esquecimento, assim como nós mesmos. O que alguns podem deixar, é uma miscelânea de contribuições. E assim vivemos, não nos conhecendo e lembrando apenas do que os outros nos deixaram. Vivemos nesta mesquinhez de apenas nos utilizarmos do nosso próximo, sem nos preocuparmos com aflição alguma, esquecendo-nos de nossas próprias, para que um dia...
Morramos.

E é assim mesmo.

JF

sábado, 27 de setembro de 2008

Sobre escrever

"Devo escrever", é o que me fala a consciência, quando lembro que possuo um blog... Não só por possuir um blog, mas também por saber ser capaz de criar algo razoavelmente bom.
Mas o que?
Essa é a parte difícil...
Escrever não é o problema, não exige muito de mim, mas e quando deparo-me com a gigantesca muralha que impede-me de enxergar além, que impede-me de enxergar um assunto interessante que daria-me uma fantástica história?
Esse é o problema de um escritor: inspirar-se o bastante para ser capaz de quebrar a barreira que bloqueia a imaginação. E como é grande, essa barreira...
Mas vamos ao assunto que interessa. Chega de voltas que chegarão à famosa indagação sobre o porquê de estarmos aqui.
Tentarei explicar o principal motivo que me leva a escrever (sobre meu confuso, como já disse a Rafa quando criou este blog, ponto de vista).
Escrevo para libertar sentimentos, (aprisioná-los ao papel, como já escrevi em um texto ainda não publicado), para utilizar-me das crises de imaginação, às quais não me surgem freqüentemente, porém valiosíssimas para a criação de um bom texto, seja ele conto, poema, pequena história, ou simplesmente um texto como o que você está lendo agora.
Mas como consigo formar idéias durante inexistência de um dos meus momentos de criatividade liberta?
Simplesmente, tento criá-los. Mas como assim? Criar os momentos de criatividade liberta? Como é possível?
Exatamente isso, e posso dizer que é possível sim (ao menos no que se refere a mim).
Uma música, um local, uma pessoa, tudo pode ser considerado como um apetrecho muito útil na escalada dessa muralha de pensamentos. É como se estas simples situações elevassem o nível de consciência, criando um falso momento de inspiração, ou melhor, um "momento de inspiração induzida"*, o qual pode ser aproveitado durante a escrita.
Só deixando claro, nenhum destes apetrechos surtirá efeito se o mesmo não for profundamente sentido. O sentimento deve fazer parte da escrita, para que o texto demonstre o que o autor quis dizer. Isso deve ocorrer, principalmente, com poemas. Como disse minha amiga Rafa, "o poema é como uma pílula de sentimento; você escreve para que os outros entendam o que você sentiu naquele momento".
Mas, retornando ao assunto principal, escrevo, principalmente, pois gosto de escrever. Acredito que todo bom escritor é antes um bom leitor e a leitura traz grande influência quanto a maneira a qual escrevo atualmente. Gostar de ler, de adentrar mundos e dimensões diferentes, levou-me a gostar de criar mundos e dimensões diferentes; ou simplesmente deixar de ser egoísta e repartir minhas criações imaginárias com as outras pessoas.
Acredito que é esse o motivo de eu escrever...
Ou, talvez, seja simplesmente uma explicação maluca criada por minha racional forma de ver o mundo (devo deixar claro, que possuo variadas formas de ver o mundo e que a racional é apenas uma delas).

*by Rafa

JF

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

À busca de Sentido

Abro os olhos e vejo o dia acinzentado que deverei transpor...
Meu único desejo é o de permanecer deitado até que o frio passe e eu não esteja mais só.
Observo a chuva, caindo lentamente, enquanto me perco em uma imensidão de angústias e barreiras, as quais fortalecem meu sentimento de que a vida não vale mais a pena, que nunca valeu.
Lembro-me, então, das escolhas que fiz. Tais escolhas dão rumo à minha vida que, mesmo não sendo tão boa, possui momentos agradáveis.
Levanto e recomeço minha rotina interminável, esquecendo-me destes momentos de reflexão e fingindo ser feliz.
E assim vivo, enganando a todos e a mim mesmo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Falando um pouco sobre "Carta de Despedida"



Bem, acredito que para quem leu os dois poemas anteriores à carta, esta tornou-se um tanto quanto "pesada", se é que posso utilizar esta palavra aqui.

Resolvi, neste pequeno conto, descrever o psicológico de uma mulher cega pela loucura, graças ao fato ocorrido com ela. Tratei de criticar alguns valores e transmitir algo ao leitor interessado.

Que fique claro: esta não é uma forma de despedida metafórica relacionada à minha realidade, nem uma forma de influência para alguém que pensa em retirar sua própria vida! Esta, possui extremo valor para mim, e assim deveria ser para todos!

Só para que tudo fique claro e para que minha consciência permaneça limpa.

Acho que por hoje é só.

JF